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Correio da Manhã

Portugal
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Irmãos fugitivos do Tribunal do Porto sacaram mais de 430 mil euros a idosos

Gémeos e sobrinho escaparam há quase dois anos do Tribunal do Porto.
Ana Isabel Fonseca 01:30
Fernando esteve durante vários anos em fuga em França
Hugo Saraiva está já a cumprir pena por outros crimes violentos que cometeu
Emanuel Santos está acusado de vários roubos a idosos. Arguidos atuavam armados
Fernando esteve durante vários anos em fuga em França
Hugo Saraiva está já a cumprir pena por outros crimes violentos que cometeu
Emanuel Santos está acusado de vários roubos a idosos. Arguidos atuavam armados
Fernando esteve durante vários anos em fuga em França
Hugo Saraiva está já a cumprir pena por outros crimes violentos que cometeu
Emanuel Santos está acusado de vários roubos a idosos. Arguidos atuavam armados
Quase dois anos depois de terem protagonizado uma fuga do Tribunal de Instrução Criminal do Porto, os gémeos Emanuel e Fernando Santos e o sobrinho destes, Hugo Saraiva, começaram esta quarta-feira a ser julgados. Os dois irmãos, de 36 anos, são os principais arguidos do processo, estando acusados de 30 roubos e mais de 25 furtos. Atacavam pessoas de idade avançada e levavam peças de ouro e prata, joias, dinheiro e outros bens. Arrecadaram mais de 430 mil euros.

“Os suspeitos vigiavam as casas com tempo e escolhiam normalmente pessoas de idade avançada e vivendas isoladas. Existia um claro padrão nas vítimas, eram pessoas mais frágeis e sozinhas”, disse o chefe da PSP João Alberto, coordenador da investigação, acrescentando que os gémeos andam no mundo do crime desde os 14 anos.

O coordenador disse ainda que foi complicado apanhar os suspeitos. “Faziam contravigilâncias, andavam às voltas na mesma rotunda, circulavam devagar e depois arrancavam a alta velocidade”, afirmou.

O processo tem no total oito arguidos, mas apenas um quis ontem prestar declarações. Está acusado de recetação. Confirmou que comprou a Emanuel Santos peças de ouro e prata, roubadas por este. Negou, no entanto, ter adquirido vinho, um cofre e uma boneca Barbie. “Aos 76 anos e com uma reforma de 344 euros a gente aceita qualquer ajuda. O crime não compensa, estou arrependido e peço desculpa às vítimas”, disse o arguido António Ferreira.

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