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João Vaz

Tempo de otimistas

Alguns viram rutura na distinção entre otimismos que o Presidente Marcelo fez em relação ao primeiro-ministro Costa.

João Vaz 22 de Maio de 2016 às 00:30
Alguns viram rutura na distinção entre otimismos que o Presidente Marcelo fez em relação ao primeiro-ministro Costa. Na realidade, não parece que a crise política esteja a rebentar. Há otimismo suficiente no topo para desfazer os maus presságios. E o "otimismo (crónico e às vezes ligeiramente) irritante" do primeiro-ministro até se tornou "otimismo militante". Rima, mas é o mesmo.

A ação e a esperança são os ingredientes do otimismo: quem não desiste de lutar tem esperança de vencer; e o provérbio diz "quem espera sempre alcança". Em Portugal, ação e esperança é o que se conjuga por mor de mais emprego e crescimento económico. Na contabilidade para Bruxelas, o resultado será menos défice e inversão no rumo da dívida.

Da condição necessária e suficiente da lógica matemática, ressalta que não há otimismo sem ação. Para conseguir resultados, o governo tem de fortalecer o ímpeto reformista. As mudanças não podem ser apenas reversões. O futuro não se resolve com o fim do papel no Estado. O otimismo de Marcelo e Costa tem de correr como seiva nas instituições para revigorar a vida dos portugueses. Ao pessimismo basta cruzar os braços.
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