J. Rentes de Carvalho
O morcão da asturiana
É lei do mundo que não há bem que sempre dure nem mal que nunca acabe.
É lei do mundo que não há bem que sempre dure nem mal que nunca acabe.
Tudo muda, muitas coisas de que ainda há pouco não se podia falar agora tem de se fazer de conta que se aceitam.
Os anos e a fragilidade fazem-lhe sentir que o fim não deve tardar.
Se alguém o visse assim, parado junto da campa, pensaria que estava a rezar.
Queria falar de uma relação começada em agosto com uma rapariga.
Estes dizem que é o infeliz acaso, outros acreditam nos mistérios do sobrenatural.
Dos amigos é que não esperava que continuassem com os ditos e as piadas.
É ela, na força da vida e treinada em artes marciais, quem leva a melhor.