Talvez estejamos a precisar de algum isolamento, para que se possa recuperar o gosto de ler.
Admira-me que tão tardiamente se acorde para a crise na Justiça, para o caos na Saúde ou para a altíssima corrupção no futebol.
Numa carta de 1955, Albert Camus escrevia que o seu romance ‘A Peste’ era uma alegoria do combate e da resistência contra o nazismo.
Tal como as suspeitas sobre o vírus, as que recaem sobre a Justiça apenas aguardavam uma confirmação.
Tom Hanks, não sei se se lembram, é Sherman McCoy no filme ‘A Fogueira das Vaidades’, de Brian de Palma – aparecem também Bruce Willis, Morgan Freeman e Melanie Griffith.
Em preto, cinza e rosa, a máscara sueca Airinum é usada por "celebridades" e publicitada pela atriz Gwyneth Paltrow.
O "mundo constitucional", como se dizia no tempo de Eça, gosta de quem lhe proporcione ditirambos à medida e lhe bendiga as glórias.
O mundo muda e não há nada a fazer, mesmo quando achamos que há coisas que podiam ficar como eram.
Portugal parece ser um dos poucos lugares onde os servidores públicos têm na sua "descrição de funções" poderem ser agredidos no local de trabalho.