A filha mais velha do presidente Donald Trump, Ivanka, foi esta semana ouvida pela Justiça no âmbito de uma investigação a alegadas irregularidades financeiras relacionadas com as cerimónias da tomada de posse do pai, em 2017. Em causa está o uso indevido de fundos para beneficiar os negócios da família Trump.
Ivanka, que desempenha funções oficiais como conselheira da Casa Branca, foi interrogada na terça-feira por investigadores no âmbito de um processo aberto pelo juiz Karl Racine, do Distrito de Columbia, no âmbito de uma investigação relacionada com o uso indevido de fundos angariados para a tomada de posse de Donald Trump.
Parte dos fundos, cerca de um milhão de dólares (820 mil euros), terá sido usada para arrendar um salão de festas do Trump International Hotel em Washington, propriedade da família, para a realização de uma receção. Além de se tratar de um valor inflacionado, o juiz considera que se trata de um uso irregular dos fundos, que deveriam financiar atividades não lucrativas e não beneficiar os negócios privados da família Trump.
No âmbito do processo, também já foi ouvido o diretor do Comité da Tomada de Posse, Thomas Barrack Jr., empresário e amigo próximo de Trump. Os investigadores solicitaram ainda documentos oficiais da primeira-dama, Melania Trump.
Recorde-se que as cerimónias da tomada de posse de Trump custaram 107 milhões de dólares (88 milhões de euros), valor considerado pelos críticos como exorbitante. Cerca de 26 milhões (21,5 milhões de euros) foram pagos à empresa de uma amiga e ex-assessora de Melania, Stephanie Winston Wolkoff, posteriormente acusada de sobrefaturar despesas. Wolkoff, que escreveu um livro de memórias sobre a sua relação com a primeira-dama, nega tudo e diz que foi usada como bode expiatório pela Casa Branca.
Presidente insiste nas alegações de fraude eleitoral O presidente Donald Trump voltou quinta-feira à carga contra as alegadas irregularidades nas eleições de 3 de novembro, num vídeo de 46 minutos em que repete acusações de fraude sem apresentar qualquer prova e diz que o sistema eleitoral foi alvo de um "assalto coordenado". A CNN recusou transmitir o vídeo e o Facebook e o Twitter alertaram que inclui "afirmações falsas".