Amazónia bate novo recorde de destruição
Área destruída no último ano foi a maior desde 2008. Apesar de tudo, número ficou muito aquém das previsões.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil
4 de Dezembro de 2020 às 08:52
A destruição na Amazónia aumentou 9,5% no último ciclo anual medido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais do Brasil (INPE), que vai de agosto de 2019 a julho de 2020, atingindo um novo recorde. Nesses 12 meses, a Amazónia perdeu 11 088 km2, a maior destruição registada desde 2008.
No ciclo anual anterior, o primeiro que já abrange o governo de Jair Bolsonaro, a devastação da Amazónia já tinha batido recordes, tendo sido destruídos entre agosto de 2018 e julho de 2019 10129 km2. Pelos dados deste ano, o estado do Pará foi o mais devastado, sendo responsável por 46,8% da desflorestação registada nos 11 estados brasileiros por onde a imensa floresta se distribui.
Os números, que dizem respeito ao sistema Prodes, que monitoriza a Amazónia em ciclos de 12 meses, surpreenderam os ambientalistas, isto porque a estimativa baseada noutro sistema do INPE, o Deter, que acompanha a devastação da Amazónia mês a mês através dos alertas diários de incêndios e do derrube de árvores, indicava que a destruição da floresta nesse ano seria de 34%, causando bastante estranheza que os números do Prodes, sistema que o governo adota como oficial, tenham sido consideravelmente menores do que os que foram registados no dia a dia ao longo desse mesmo período.
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