Maria José Ferreira tinha 19 anos e estava de férias na casa dos pais, em S. Vicente do Pinheiro, Penafiel, quando foi, pela mão do vizinho – Sr. Rocha, "amigo de Salazar" –, servir para o forte do Estoril, no verão de 1966. Foi uma das criadas do então presidente do Conselho. Ali em Cascais e no palacete de São Bento, sob a égide da "severa mas boa" Dona Maria, a governanta. Um ano e meio depois, quando voltou à terra para passar o Natal, apaixonou-se por um amigo dos seus irmãos, que viu no final da missa e encontrou "na festa que se fazia na calçada", a 25 de dezembro. No regresso a Lisboa, levou a irmã, Maria Madalena, de apenas 13 anos. "Sempre era menos uma boca para a minha mãe alimentar porque éramos 11 irmãos [quatro raparigas e sete rapazes] e muito pobres", recorda. Em março de 1968, as duas irmãs voltaram ao Norte. Após pouco mais de três meses de namoro, por carta e pelo telefone, "às escondidas do senhor doutor", estava na hora do casamento.


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